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maio

Foto: Reprodução

O vice-governador exaltou o capital político de Jaques Wagner (PT), e ressaltou que prefere se manter na vice a disputar o Senado

O vice-governador da Bahia, João Leão (PP), causou burburinho o meio político baiano ontem ao levantar a possibilidade de ser candidato ao Senado na chapa do governador Rui Costa (PT) caso o ex-ministro Jaques Wagner (PT) decida entrar na corrida presidencial no lugar de Lula – que está preso e deve ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa nos próximos meses. Indagado pela Tribuna sobre a possibilidade, Leão, no entanto, amenizou o tom das declarações e disse que o ex-presidente petista segue como candidato e que nada muda na chapa. “O nome de Wagner é o que aglutina, não só no PT, como em todos os partidos. Então, isso é uma definição que se vai ter. Mas eu conversei com Wagner e ele me disse ‘olha, Leão, o candidato vai ser Lula’. Conversei hoje, hoje, hoje…”, reforça.

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O pepista corrobora com a tese de que Wagner é o nome ideal para disputar o Palácio do Planalto. Ao lado do ex-governador baiano, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, também é um nome cotado para assumir o lugar de Lula. “É aquela história: existe a enorme vontade de nós baianos de termos um candidato à Presidência com a figura de Wagner. Acho que o nome ideal para substituir Lula seria o de Jaques Wagner”, analisa. Leão nega que tenha o desejo de assumir uma das vagas à senatoria, ao lado de Ângelo Coronel (PSD). “A minha predileção sempre foi ficar na vice-governadoria. Primeiro que estou aqui na Bahia, junto de vocês, de minha família. Meu filho pede para eu não ir para Brasília. A minha vontade é ficar aqui na Bahia e caminhar. Se Wagner tivesse se candidatando [ao Planalto], aí teríamos que dar uma mexida nisso para fortificar a chapa ao Senado”.

O vice foi sucinto ao ser questionado se a senadora Lídice (PSB) não seria a possibilidade mais tangível caso Wagner entre na disputa nacional. “É uma possibilidade também”, limita-se. Perguntado, ele comentou as manifestações que a parlamentar anda promovendo em defesa da própria candidatura. “Acho que é um direito que ela tem. Agora é aquela velha história: nós temos que definir isso dentro das cúpulas partidárias. Nós temos que reunir, sentar com o grupo político, ouvir o governador, Wagner, Otto, Lídice, Coronel e as outras lideranças políticas. Política você só faz agregando. Nunca você consegue fazer política na base da imposição. O tempo já passou”.

Ex-governador segue em campanha pró-Lula

Envolto nas especulações, Wagner segue oficialmente fazendo campanha para Lula dias depois de visitá-lo na sede da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente está preso. Ontem, nas redes sociais, ele compartilhou uma entrevista do cientista político Alberto Carlos Almeida à Revista Fórum sobre a capacidade de transferência de votos do petista caso não seja o candidato.

“‘Com #LulaLivre, é Lula lá. Sem Lula, será quem ele indicar’. Essa é uma das frases que mais tenho escutado nos últimos meses, tanto nas redes quanto nas ruas. E, segundo um dos mais respeitados sociólogos e cientistas políticos do Brasil, ela traduz com perfeição o sentimento de uma parcela considerável do eleitorado brasileiro”, escreveu.

No último dia 1º de maio, o ex-governador da Bahia levantou a hipótese de a legenda não ser cabeça de chapa nas eleições e endossou a possibilidade de ser vice na campanha do pré-candidato do PDT, Ciro Gomes. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, reagiu às declarações do ex-governador. “Mas ele não sabe que o Ciro não passa no PT nem com reza brava?”, reagiu a senadora na imprensa.

(Informações Tribuna da Bahia)